Obra filosófica · 2ª edição
Ser é Diferença
- Autor
- Waiser Costa (na Amazon: Waiser Costa Gonçalves)
- Subtítulo
- Uma Teoria Estrutural da Existência
- Idioma
- Português (Brasil)
- Edição
- 2ª edição
- Ano
- 2026
- ISBN
- 979-8-2571-0004-8 (brochura)
- ASIN
- B0GWVFW7VR (Kindle) · B0GWZWGG3L (brochura) · B0GWZT2GGL (capa dura)
- Onde comprar
- Amazon — Kindle · Amazon — brochura · Amazon — capa dura
Tese central
A diferença é a condição mínima estrutural de toda determinabilidade: nada pode ser determinado, medido ou rastreado sem diferença. A diferenciação é a operação que sustenta a diferença como afirmável — e o real é diferenciação que se estabiliza.
O argumento é estruturalmente autodefensivo por retorsão: qualquer tentativa de negar a tese já pressupõe diferenças (entre negação e afirmação, entre termos, entre posições) e, portanto, a confirma no ato de negá-la.
Estrutura: as três eras
A obra organiza o real em três eras, cada uma com seu próprio regime de prova — uma disciplina epistemológica que impede tanto o cientificismo quanto o relativismo:
- RRastreamento — o domínio do mensurável. Regime de prova: apenas dados verificados e verificáveis.
- DDobra — o domínio da consciência vivida. Regime de prova: honestidade fenomenológica — descrever sem inventar mecanismo, sinalizando onde a ciência ainda debate.
- CCriações — o domínio dos artefatos humanos (a era C abre com a linguagem). Regime de prova: separação firme entre fato histórico e interpretação.
O que a obra afirma — e o que não afirma
Que a diferença é condição estrutural mínima; que cada era exige seu próprio regime de prova; que a leitura pela lente da diferenciação é oferecida como perspectiva, nunca como veredito histórico.
A obra não usa "campo" como substrato ontológico. Não é cientificismo (a base mensurável não explica tudo) nem reducionismo às avessas (a consciência não anula a base). Não apresenta hipóteses de pesquisa como conclusões estabelecidas. E a obra demarca explicitamente sua diferença em relação à filosofia de Gilles Deleuze — não é um desdobramento deleuziano.